Voar e outras mudanças

Preciso tirar esse fardo, tão rígido dos meus ombros. Quero deixar o casulo que contruí e voar, ser livre. Mesmo que eu viva poucas semanas, se eu puder sentir a brisa me erguer da terra, eu serei feliz.
Não me importa que, antes de uma nova Lua Cheia nascer, meus olhos se tornem opacos e que minha cabeça penda sobre meu peito. Ainda que eu sinta meu sangue parar de fluir, eu serei feliz.
Enfim, quando este invólucro que abriga minha alma estiver pesado demais para sonhar, deixá-lo-ei que retorne as raízes da árvore onde nasci. Serão meus então os seus galhos, flores, tronco e frutos.
Darei meu corpo como abrigo aos animais e espíritos da floresta, e o pó de minhas asas alimentará os sonhos de quem também deseja voar.

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