Comme des enfants

Cavamos galerias atrás de minhocas, enterramos nossos tesouros, fazemos planos para as brincadeiras de amanhã e não posso me esquecer da bola. Com o sol quente ainda podemos tomar um sorvete no fim da rua, antes que a Realidade chegue.

Eu mal sei o que é preocupação, o mistério dos tatuzinhos nos parece tão mais sério que as noticias dos jornais.  Deitados na grama, eu cheia de folhas no cabelo, fitamos as nuvens. A verdadeira Ciência está em descobrir suas formas ocultas.

A brisa fresca me traz o canto de um passaredo distante. De pés descalços, correndo atrás dos cachorros até a exaustão. Por fim caímos exaustos e, com meus pequenos braços e os seus tão compridos, abraçamos o mundo, que é só nosso.

E assim ficamos, como crianças no jardim, esperando a hora de nossos pais nos buscarem.

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