3:20 AM

Agora chega o arrependimento, de não ter dito tudo que eu pensava e sentia, de não ter mandado todas as cartas que eu escrevi para ti (não consigo acreditar que realmente as escrevi). O que fazer com essas pilhas de sentimentos manuscritos, coisas que hoje já perderam o sentido? Se mantê-las comigo me traz dor, queimá-las, tampouco me trará alivio. Talvez, se soubesses…

Os dias passam eu tento reverter tudo isso, mas cada palavra que eu digo te deixa cada vez mais distante. Deixando que a maré te leve para onde os pés não tocam o chão e é mais fácil se afogar. Tens medo de mim? Por que tão longe? Em arte de esquecimento tens se saído muito melhor que eu. Saiba que meus (nossos?) sonhos de Paris e Barcelona se recusam a morrer em mim. Aliás, qualquer  lembrança tua também.

Talvez eu seja só mais uma criança chorando por ter perdido seu brinquedo favorito, mas o vazio e a dor que me causas não se justificaria.

Me ocupa a mente de tal forma que não consigo dormir. Me remexo na cama como se com uma mudança de posição me fizesse esquecer de ti. As lágrimas me banham o rosto madrugada afora e só o sono parece contê-las. Com o dia claro, rabisco seu nome sem parar, distraída. Não penso nem como direito pois, em todo tempo que tenho, me empenho em achar uma solução para nós.

Chame como quiser, mas, por favor, me chame pra junto de ti.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s