Estava quebrada, ninguém sabia. Sabiam que já não era como antes. Sabiam que não era como deveria, afinal isso não está correto. Não é como calor e chuva no verão e o vento frio no inverno. Ouçam o que eu digo, isso não está certo.

Quando puder chorar se doer, rir se estiver alegre, andar sem sentir esse peso e respirar aliviada… Essa deve ser a felicidade…

Vais sentir um baque e depois disso… paz. Se é eficaz? Minha reputação não me deixa mentir… O baque veio e até um som mais agudo, um clique, talvez.  Depois disso só o silêncio longo com ‘que’ de expectativa. Bem, nada lhe aconteceu. Ou aconteceu?

(Quebrou por dentro, mas ninguém viu.)

Talvez não estivesse sozinha, se olhasse bem… quem sabe se…?

Quem a notaria se está sempre como distante de tudo? Ninguém se aproximou para lhe perguntar se estava tudo bem, mas se ela não pediu ajuda, não deve estar precisando e eu, eu ando muito ocupado para ficar dando atenções a qualquer um. Queriam que lhe tomasse a mão e a levasse pra passear? Fiz o que podia e um pouco mais. Era sempre tão silenciosa que achamos, ora, que estava mergulhada novamente.

Isso já não faz parte de você, veja por si.

Ninguém quis olhar de perto um olhar tão dolorido e aflito e ver refletida a sua falta de empatia. Se olhassem de perto não poderiam ignorar o sofrimento que veriam. Não poderiam ter deixado alguém tão ferido pelo caminho, mas se não viram, como poderia sentir?

Isso era a solidão,

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